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A Fisioterapia no Tratamento da Incontinência Urinária

A incontinência urinária (IU) é definida como sendo a perda involuntária de urina que causa impacto social, econômico e psicológico significativo. Os principais fatores de risco compreendem a disfunção da musculatura do assoalho pélvico, como partos, nomeadamente por via vaginal, cirurgia pélvica extensa, traumas na região pélvica (episiotomia e rasgadura do períneo, por exemplo), obesidade, carência hormonal e até o hábito intensivo de atividades esportivas com fortalecimento abdominal sem fortalecimento do assoalho pélvico.

A IU pode ser classificada como incontinência urinária de esforço (IUE), onde a perda da urina ocorre quando a pressão intravesical excede a pressão uretral máxima na ausência de contração do músculo detrusor; hiperatividade vesical (HV) caracterizada por perda involuntária de urina, associada ao forte desejo de urinar, estando ou não a bexiga cheia e incontinência urinária mista (IUM) que é a perda de urina associada à urgência e às situações de aumento da pressão intra-abdominal.

Após minuciosa avaliação pélvica, o fisioterapeuta, por meio de técnicas reeducativas, vem conquistando espaço crescente no tratamento conservador da IU. Sua ação visa melhorar a função da micção, fazendo uso de métodos proprioceptivos e de fortalecimento da musculatura do assoalho pélvico. Os exercícios de MAP, biofeedback com eletromiografia de superfície, cones vaginais e estimulação elétrica são os recursos mais comuns para o tratamento conservador para incontinência urinária.

Vale ressaltar que a fisioterapia pélvica atua em todos os níveis de prevenção sobre os sintomas urinários, desde informar e sensibilizar a população até reduzir as consequências funcionais dos sintomas instalados.

 

Por Dra. Ana Paula Massuda Valadão

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